Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 31 de maio de 2014

Há na minha superfície mentiras totalmente inteligíveis, criando depósitos de personagens que não se encaram, não têm histórias, nem enredos. Na profundidade, compreensíveis verdades, mas intocáveis, imutáveis e intransferíveis. Tentei eu, transparecer estas verdades, mas ocultando alguns vestígios do ser, esperei que alguém atravessasse a profundidade e lesse por si só estas minhas utopias. Tentei por gostar, pois há no gosto, na saudade e no amor, a necessidade do toque: Tocar no coração e na alma, atrelar espíritos, igualar as energias. Esperei assim, que estas verdades intocáveis fossem compreendidas de fato por alguém.
Eu leio as emoções acorrentadas, escondia cartas de amor e contei mentiras sensíveis, mas ninguém leu. A película engrossou e não houve acesso as minhas doces razões, que se encontravam inválidas. E ainda serão. Na transparência, há capa, e minha personalidade quase suspeita e mentiras inteligíveis encontram-se longe dos eixos. Ainda falo de amor, pois há na minha superfície, além de máscaras mentirosas, pedaços de amor e cacos de paixão. Eu sou assim, uma mistura decepcionada de esperança e medo, pois há na minha superfície, mentiras totalmente inteligíveis, criando depósitos de personagens que não se encaram (...)

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