Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 30 de novembro de 2013

Silêncio

O silêncio é a representação da palavra, que num estado de aporia é o mais breve colóquio do tempo. São conversas informais entre olhares, que perdidos, pronuncia cada batida descontínua do coração. Num compasso, juntos e metricamente perfeitos, o nada e o vazio são os melhores diálogos. O corpo teima, e numa imensidade de quereres, toda a ciência dos fatos fica para trás. Silêncio: libélula da alma, que se opõe ao que se reluta. Não tem porquês ou poréns, só tem. O ser racional, pensante, sapiens, não se atreve a dizer, pensar ou Agir. O coração manda e estimula; a razão obedece e dá espaço. O silêncio dito, ou dito o silêncio, ocupa todo o clima. As almas se abrem e a porta se fecha. Trancados em si, onde finalmente, deixaram de estar para ser. Serem juntos, finalmente, em uma unidade. União.

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