Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dos amores: muros.

Estes muros
tão pichados
presenciaram casos
que a covardia me rouba
a coragem de ver.

Estes mesmos,
os próprios,
que viram as janelas abertas
as portas escancaradas
anseiam o perdão
das almas que se dissipam
junto às histórias
com o vento
que bate a porta
e fecha a alma

hoje vêem
que mesmo fechadas,
suas brechas dão para o nada
vazio

a palavra se apagou
as mãos desentrelaçaram
o sentimento esvaiu

a faísca,
antes chama,
cessou.

E estes muros
tão pichados
que presenciaram casos,
mesmo passados,
não queriam ser o chão
porque almas afogadas
se recusam a olhar pros pés
enquanto caminham.

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