Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 14 de setembro de 2013

Desenhei inúmeras borboletas no céu da minha imaginação, a fim de que a beleza e leveza daqueles pequenos rascunhos levassem toda angústia que em mim houvesse. Esta, mergulhada numa tentativa de provar para o medo que a névoa do inverno, tal qual as noites frias e os dias chuvosos, impedem de enxergar a estrada. E a cada bater de asas, a escuridão se fecha e o anseio surge. A covardia se enche de coragem e o paradoxo reluz, mas não acompanha o caminho. Vertigem e melancolia que fazem intercessões entre si observam os pequenos espaços em branco de um ponto negro, o vazio do ser e a falta do sentir bem. Quisera eu, que minhas lamúrias fossem mínimas e leves demais para que apenas borboletas pudessem voar. Nem um punhado delas se mantiveram vivas. Elas morreram, eu também. E na vã tentativa de compreender os extremos entre o ser e o estar, acumulo sonhos e distribuo pesadelos.

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