Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 22 de setembro de 2013

Círculos

As ressalvas são indecisões da alma às minhas contradições.
Círculos são todos incontestáveis,
decerto iguais.
Sem caminhos, becos,
buracos e boeiros.
Sem rumo, atropelamentos e delongas.
Para me perder, crio mentiras quase reais,
mas o nexo não me deixa fugir,
escapar entre círculos e andar na linha
é dar voltas em si mesmo.

Ouso ser eu,
quase falho,
e com os instintos frustrados,
contemplo a loucura,
o delírio de ser e o medo de agir.
A instância do estar
que se atenua dentre os mais variados sentidos.
Efêmeros, imorais, irreais.

Tenho nervos e crises.
Sensações e surtos.
Devaneios e Epifanias.
A vontade de estar onde não se pode ir,
querer dar ré nos círculos,
procurar saídas inexistentes e andar,
caminhar, parar e, por fim, desistir.

Sem querer, minhas loucuras vão sendo reais,
novas circunferências são formadas.
O caminho não muda,
o fim é o mesmo,
mas a estrada é nova.

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