Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Do romântico.

Tentei, certa vez, ser parnasiana em um mundo inteiramente romântico.
Às vezes, pego-me recitando poemas sobre as entranhas da ciência.
É de mim, a esperança de que um dia, estudando a atmosfera das coisas mais banais,
extraindo a arte de pormenores supérfluos do mundo,
possa compreender e preencher minha sanidade com delírio.

É uma viagem.
Tento escrever livros com personagens que não existem
descrever o vazio
ou é apenas uma vontade descabida de preencher o silêncio
com frases soltas que se entrelaçam
mas esquecem os sentidos das emoções jogadas à poesia.

Nem de todo romantismo vive o mundo.
Ludibriados, enganados
melancólicos e ébrios de amor.
Cegos pela ilusão.
Carregados de Spleen.

Mas do todo ele meu mundo pode viver.
Do romantismo quero ser.
Ser inteiro,
ser metade,
ser a questão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário