Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Um desafio à razão: Os devires da minha alma

Minha razão desconhece a ciência das emoções e uso as palavras para descrever o vazio. Elas se perdem na explosão do espaço. Eco. Silêncio. Meus verbos, então, transcrevem o inteligível e alcançam o delírio. São feitos, fases e frases. Coisas, causos e crases. Representação do real. E sem entender, sigo para transcrever e redigir. E essas palavras desconectadas transparecem meus graus de dramatização, que hesitam em decidir quais caminhos devo tomar. E dessa indecisão eu vivo, morro e exponho. Expor novas portas, correr, perder o fôlego e parar pra respirar.
Entre um ponto à outro, tropeço nos meus medos e incertezas. Deixo leves pegadas para quando quiser voltar. A ansiedade, de vez em quando, leva-me por um caminho torto, mas me escondo na certeza de levar na bagagem equilíbrio, leveza e paz, pedindo refúgio das emoções que me assombram. Elas borbulham entre meus dedos e excreto minhas dores das feridas do coração. São os devires da alma que se escondem nos becos da solidão.

2 comentários:

  1. Eu fico sem palavras ao ler seu texto, bem escrito, cativante, lindo... cheio de sentimentos, com versos e poesias nas entrelinhas...

    http://mmelofazminhacabeca.blogspot.com.br/

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  2. Eu que fico sem palavras em saber que meu texto não é apenas palavras soltas, e que conseguem tocar alguém.

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