Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 20 de abril de 2013

Isso poderia ser um poema.


Posso querer descrever o frio ou parafrasear o silêncio, mas com o calar da minha loucura, eu passo a vez. Sempre desejei um copo de lucidez, uma verdade contemplada, mas pego-me traçando novas poesias, ecoando emoção, tragando a beleza das palavras e esquecendo o real. São muitos poréns para poucas vírgulas. São muitas vírgulas para poucos porquês, são tantas cercas, poucos assuntos, poucas histórias. E nesses poucos, a construção do surreal se distancia.

Posso esquecer as virtudes,
perder linhas e rolos de pensamentos,
até errar o caminho da verossimilhança.
Mas às utopias eu me entrego
e aprendi
a nunca
- nunca -
(nunca!)
desconsiderar um verbo.

Um comentário:

  1. Encantada! Simplesmente.
    Sua leveza, sua doçura e riqueza
    tudo torna cada letra embriagante, como um veneno
    estasiante como uma dose a saciar o vício.
    É delicioso me embebedar de seus versos, se seus "quase" poemas
    dos tons e da sintonia do ritmo exalado...
    E amo, amo de paixão quem reflete minha linguagem, minha terra, nossas regras... amo quem se expressa com tanta exatidão e leveza, numa poesia tão singela.

    http://mmelofazminhacabeca.blogspot.com.br/

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