Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 16 de fevereiro de 2013


Implora por clemência
quem, de si, deixou-se mergulhar
nos mares da sapiência
ignorando a emoção
envolvendo-se com a razão

Queira se libertar
dando chutes e socos no interior
já quebrado, desconcertado.
Aceite o meu clamor
de alma à coração
que me livre do amor

Peça uma efêmera paixão
passageira, sorrateira
implorando perdão
aos pecados arrebatados
deixados à solidão

Deixe que o vento se encarregue
de jogar e espalhar
as lembranças ao chão.

O caminho que foi percorrido,
por mais que sofrido,
não se atreva a voltar.
Ruim é ter a porta do coração aberta
para quem não quer entrar.

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. oi.

    você escreve lindamente...
    e esse blog está um mimo. seu estilo é encantador.

    bjos.


    >>> seguindo!


    Tem post novo!!! Confira:

    http://mmelofazminhacabeca.blogspot.com.br/2013/02/cloud-project-claudio-matos.html

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  3. não gosto muito de rimas. kkkkk
    mas esse está muito bom!

    gostei dessa parte:

    "Queira se libertar
    dando chutes e socos no interior
    já quebrado, desconcertado".

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  4. nossa, gostei dos outros tbm... estou seguindo!

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