Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Entre a poesia e a prosa.


Poetizo palavras jogadas, sem sentido. Achadas pelo vento, que arrisquei tomar. Imagina que boníssimo livro era este, destas palavras que fugiram. Eram leves, pois o autor esqueceu de forçá-las a entrar na história. Há agora um buraco, sem contos, coisas e causos.
Dou leves tragadas na poesia; na rima e na métrica, para saciar o espírito artístico que chega sempre pelas madrugadas. Mas logo a sanidade chega e desfaz a regra. O purismo é apagado com borracha, e a vida é escrita à caneta - impagável. No fim, apenas resumos de alguma filosofia sobre o sentido da vida.
Não deixo de desafiar a regra e embriago-me da razão, que ao toque de literatura, toma-me com a emoção. Resta, no fim, rascunhos com borrões que transcreve a vida. O viver é, de fato, um borrão que se transforma em arte nas mãos de quem nasceu para ser artista.

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