Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Breves relatos sobre caminhantes que só caminham.


Loucos discursos atraem e vigoram as filosofias mais profanas e doentes desses transeuntes. Transeuntes estes, aqueles que passam e nada mais, não acrescentam, nem desenvolvem, nem marcam presença. Apenas passam, dizem seu nome e vão embora - as vezes até esquecendo de se despedir. É um ciclo, apenas aqueles com clareza, esquecem que caminhar é a maneira mais chata e difícil. As vezes, é possível aprender a voar. Não há buracos, nem armadilhas, apenas umas pequenas ventanias, mas é possível enxergar o sol e o céu de perto, as melhores sensações e belezas da natureza. Enquanto isto, os que caminham continuam sendo transeuntes. Apenas transeuntes e nada mais.
O viver é o oposto da dor. A felicidade é o póstumo do viver.

Insanidade é marcar uma vida com discursos prontos que não foram feitos atendendo as entranhas de seu intelecto e experiência. Assim eles são, estes caminhantes que não sabem onde chegar, nem onde querem ir. É utopia achar que sua existência vale a pena por seguir um roteiro maquinário.
O vento soprou algumas palavras, e os que não sabiam escrever aproveitaram. Os que sabiam, apenas teceram mais alguns poréns e porquês. É uma vida completa e bem feita.

Bons transeuntes são aqueles que passam bem vestidos e chamam sua atenção. Ainda piscam pra você, chegam bem pertinho e te pedem uma informação que você não sabe.
Aaah, é querer testar o timbre da minha voz sobre a dúvida, é paixão.
- Vamos lá, também quero saber o caminho!

(- Vamos voando? Quanta ousadia!)

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