Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Uma carta à Tânatos.

Se você o puder ler. Acredito que eu, da mesma forma que escrevo, o obrigarei a ler, já que estes mesmos olhos que fitam as palavras, leva a mensagem até você. O caso é que, Tânatos, não há como pedir que este espírito saia de mim, tampouco que inexista. Há em mim uma complexidade que foi preenchida com seus desejos e agora me pergunto, "o que é este sentimento que se alonga, aproxima-se e me desfaz moralmente?" Não é subido; é triste, incapaz e imoral. Tânatos, de si, o que não é drama, é teatro. É peça, encenação e meia verdade; mas mesmo sendo meia, é uma verdade que existe, corrompe e corrói. Se não tiver um pingo de drama, não há desejo; e sim, é somente desejo, pueril, cansado e pouco incapaz. Pouco incapaz? Talvez totalmente capaz. Já diziam eles, O copo está meio cheio ou meio vazio. Na verdade, ele nem encheu. Não há um copo, não há esperança, nem vida, nem eira nem beira. Há somente um, um desejo, um vazio e um Tânatos. Somente Tânatos, que me faz palpitar e escurecer um brilho que não teve tempo de surgir. Leve-me, leve e breve.

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