Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ruim é o resto

Eu sou o máximo que posso ser
Carícias, arranhões e arrepios
Sentimento, toque e prazer.

(Sem rodopios
Com pés descalços
- aqui eu realço
os fios desarrumados
da cabeça aos pés.)

Mas não confio em mim
porquê mim não conjuga verbo.

Ruim é o gesto
O manifesto
A ignorância em forma]
de protesto:
do desonesto.

Ruim
é
todo
o
resto.

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