Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 2 de outubro de 2011

Proteção

Não sofra mais, pois em seu coração ainda moro. E se chora, corta-me a pele, o salgado de suas lágrimas passa entre as feridas e deixa cicatrizes. Distancia-se de mim porque não me ouve, porque não gritei o suficiente. Antes fosse se tivesse hoje sem voz. Mesmo assim, ainda ouço as batidas do seu coração e sussurro poemas para que se acomode ao conforto, e as satisfações da vida.
Não corra mais, seu sistema nervoso denuncia seu medo. Seu medo me empurra para longe. Se corre, foge de mim. Não corra, pois pode cair e se machucar. No caminho há estradas falsas, com buracos escondidos. Se você se machuca, pode me matar. E aqui estou eu, arriscando-me a andar na sua frente, para que não caia em passos falsos, iluminando caminhos escuros.
Sei manusear os dedos para acariciar seus cabelos e te proteger do mal. Insistem em te incomodar, e protegerei seus sonhos, assim, não acordará assustado durante a noite. Se você se assusta, eu choro. E se eu choro, perco minha esperança de te proteger. Mas a minha teimosia é forte, e o meu carinho grita que devo cuidar de você. E logo a esperança brilha, cada vez mais forte. Sempre estou seguindo-a, assim, haverá mais uma chance de voltar à vida.
Mesmo que seja impossível desenhar as letras, mesmo que haja murmúrio dos sofridos, um pássaro perdido, uma gaiola solta ou um pensamento morto, ainda assim vou te proteger. Proteger é cuidar e cuidar é amar.

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