Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cativeiro

Fugi das ruínas, consegui escapar do monstro. Vieram me salvar, mas todas foram pegas, tornaram-se prisioneiras. Escapei da insensatez, do insano. A saudade foi minha principal luz, faltou-me ânimo para pôr o pé na estrada. Pensei, pensei e não pensei, tive preguiça de pensar e fiquei por lá. Por lá, por cá, quase nem fiquei. Esqueci que há luz lá fora. Há sol. E brilha. Enfim, enxerguei minha sombra. Tão queimada me esperando debaixo do sol, que ficou preta. Saí da caverna.

Um comentário:

  1. Acho q todos temos um cativeiro, as vezes precisamos fugir do mundo mesmo, mas só um pouco...
    Abraço

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