Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olhar de olhos fechados

De pertinho vi e senti suas pálpebras cansadas e seu olhar passeando por entre seus olhos fechados, em um paradoxo infinito, infinitamente amei. Amei a poesia dos sentidos, do doce e da emoção, amei o amor. Amei o mistério, amei o vermelho, a cor coração, a cor paixão, a cor da imensidão, o vermelho dos seus cabelos, do amor.
Esqueci das amarguras, dos problemas, das tristezas e das dores, lembrei do sereno, vivi a pureza, a beleza, um momento perfeito de corações ligados. Esqueci das palavras, encontrei-me mergulhada em simpatia e logo, num coçar dos dedos, minhas mãos passeavam entre os seus cabelos, e sussurrava de fininho, bem baixinho, chamando-o de amor. E logo seus olhos se abriram, dizendo que é recíproco. É luz, é mistério.

2 comentários:

  1. "amei o vermelho, a cor coração, a cor paixão, a cor da imensidão, o vermelho dos seus cabelos, do amor."

    Eu que adoro o vermelho, adorei o texto.
    Ta lindo!

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  2. Vermelho é a minha cor preferida. É a cor dos cabelos do meu amor haha, que sorte.

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