Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Camila

Conheço uma flor que dança passos calmos, que canta com a voz serena. Uma flor que purifica o ar, de cheiro agradável e companhia graciosa. Uma margarida. Conheço uma margarida voltada para o sol, para a luz, que se enche em sua alegria singular, de espírito puro e singelo. Uma margarida de caráter macio, quase uma gata com pelos lisos e coração duro. E põe duro nisso... A gata que não muda de opinião, a gata de personalidade forte, a gata que sabe o significado da beleza.
Essa flor é de valor alto, daqueles que os especialistas conhecem por um olhar, amedrontam-se e soltam um "Ah, dessa eu nunca vi antes". Suspiros pra lá e pra cá, que fragrância inconfundível tem a flor que conheci. Vive você, margarida, entre camaleões, daquelas que conseguem ser 'mil em um'. Mil formas de encantar em uma só pessoa, sem perder sua essência e ideologia. Ideologia, esta, que consiste em sorrisos e abraços, ironia e sarcasmo, com bastante elegância.
A flor é verdadeira, de plástico não tem nada, de perfeição duvidosa, mas envolvente, uma flor graciosa. Um jeitinho especial, sem dúvidas, mas um mistério.
Que margarida é esta, que de simples tem tudo, mas encanta, canta e diverte? Essa é a margarida.
Margarida alta, gigante, uma margarida grande. Uma avenida, uma vida, uma Camila.

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