Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Bilhetinho dos piratas

Vi-me dentro de uma garrafa sendo levada pela chuva. Os trovões enfurecidos logo anunciariam minha chegada. Para onde? Eis a grande curiosidade, onde...
Fui como um bilhete de despedida ou as moedas de troco que causam injúrias, por serem pequenas, de pouco valor - é preciso muito delas para que se possa ser de alto custo. Ainda por cima, fácil de se perder. Fui sempre àquela moedinha que cai ao chão ao abrir a carteira, aquela fugitiva que sai de seu ninho e se perde por aí, às vezes tão pequenina que ninguém nunca acha, e ela encontra-se junto à poeira do chão ao ser jogado no lixo.
Meu tamanho não intimida, nem comove. Não assusta nem ofusca. Sou de tamanho pequeno, de porte infantil. A menor mão da turma, a única cabeça que brilha de ideias. Sou também como letras, o bilhetinho de marujo, sempre tão pequeno, mas de importância surreal.
Ah, as letras partem um coração mesmo com uma palavra. Uma única palavra, mas A palavra. A que toca, que rasga, que chora, a que ama. A palavra mais importante que o coração deseja ler... Sou o bilhetinho dos piratas.

2 comentários:

  1. "Fui sempre àquela moedinha que cai ao chão ao abrir a carteira, aquela fugitiva que sai de seu ninho e se perde por aí"

    Ameeei!

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