Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Monstros à noite.

As luzes estão acesas a noite para prevenir o medo da escuridão. Há monstros debaixo da minha cama, debaixo dos meus olhos, dentro de minha mente. Perseguindo minha inocência e esfaqueando a respiração que acalma meus instintos. O coração se amedronta, e a cada lágrima é desmanchado. A culpa são dos sons inexistentes do temido ouvido que insiste na sensação de que há algo/alguém me observando. O som é da respiração do monstro, e a cada ar quente vindo pela janela, é como se sentisse ele pertinho de mim. Algo muito doce me tiraria desse pesadelo, e aparecem borboletas. Elas brotam em plena noite, nascem da luz do luar, nascem com o som dos insetos que estão prestes a dormir, esse mesmo som me acalma e me leva de volta a cama.

Acordo e sinto que meus monstros de dia são mais reais e assustadores do que os da noite. Espero mais uma noite e eles viram meus amigos.

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