Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Nippon

As janelas convidam-me a entrar, mas eu recusei com medo de sujar o chão. Disseram-me, então, para não me preocupar com a limpeza do chão, nosso próprio ar já é impuro.

Fitei as incertezas para achar a solução. Elas são pequeninas e tive que aprofundar a pesquisa de minha mente. Olhei meu território, dominado de problemas. O que queria para mim? Dominar ou ser dominada?
Logo minha carta é feita, um selo de paz, pedindo uma trégua aos trabalhadores que martelam com agressão o coração já tão machucado. Eles, também cansados, param de trabalhar, são operários fortes, mas se limitam ao cansaço. Senti meu coração pulsar tranquilamente. Durante minha estadia ao céu fiz uma breve reflexão de que é preciso força. Pra se manter forte é preciso usar a força do inimigo contra ele mesmo, não importa se sou pequena, não importa se sou fraca, não importa se não penso tão rápido para livrar meu coração tão frágil de fantasmas assustadores.
É a tal paz, a tal janela que pisca e brilha aos meus olhos. Durante todo o tempo o medo dominava meu corpo, impedindo-me, mesmo se quisesse, de enfrentar os monstros que me perseguiam. Agora, eu lutei e de encontro aos fracos vou. Mostrar a eles, quem é o senhor e quem é o servo. Quem é o superior e quem é o inferior.

Peço aos céticos que rezem por mim.

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