Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sensibilidade

É apenas questão de olhar; olhar pela janela e ver quantas e como as pessoas andam, há tanta gente lá fora que a contagem se torna impossível. Mesmo assim, é difícil não se sentir sozinho. Essa mesma janela reflete meu interior, mostrando quem já fui e quem eu sou, uma enorme casca, a mais dura das cascas, agora essa casca se quebrou. Resta apenas a sensibilidade e o medo de ser exposta pelas maiores dificuldades, covardia esta, que em cada vida seria essencial para que nos tornemos fortes. Força eu não quero. Não quero ter forças para lutar contra os homens, nem voz para que fiquem atordoados, quero poupar-me da tristeza, essa mesma tristeza que os homens trazem, a única e mais forte tristeza. Quando lhe traem é como se não houvesse outra resolução de vida, sua casca foi quebrada, daí que percebemos o quão dependente somos de outras pessoas. O nome da casca quebrada se chama solidão. Com tudo isso, não há escapatória, por sonhos, pensamentos, pesadelos e fantasmas, ainda existem pessoas que falam com você.
Sinto-me perdida em um labirinto, buscando a saída eternamente, sendo este labirinto, sem saída. Sinto-me um brinquedo na mão dos outros, sinto-me sem valor, sinto-me um Pikachu, incapaz de evoluir. A verdade que minha alma grita profundamente, é que nunca houve uma casca, e sim uma máscara. Na minha constante mudança, meu interior pede uma pausa. Quem eu sou? O que sou eu? A definir.

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