Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 9 de janeiro de 2011

O ébrio

Já passou da meia noite e o ébrio solta um leve acorde roco do violão que achou por aí. Esse não é seu primeiro, passa a vida de achar violões por essas esquinas, deixava também suas bebidas quente de tanto 'esfriar' a cabeça com pensamentos desacostumados pela mente humana e anormais vindo de um pobre ébrio. Suas palavras soavam sempre como um soberbo, embora tenham significado. Não um significado estranho e gasto, mas um bonito significado. Pensava de coisas reais, que provam nossa existência, pois o existencialismo é um assunto que lhe encantava bastante. As pessoas deveriam ser mais humanas, era a sua introdução, dar sentido a vida e as coisas simples, sem banalizações e erros repetidos.
Sua filosofia poderia parecer importante para alguns passantes que cruzavam seu caminho, mas todos eles pensavam que ouvi-lo não passaria de loucura. Loucura maior, é que todos sabiam que um dia - se esse dia chegar - esse pobre ébrio vir a ficar lúcido, tudo o que coletava não passaria de palavras, e render-se-ia as atrações da vida. Loucos são os que julgam, os preguiçosos que acham trabalhoso conhecer antes de dizer qualquer coisa, ele sabia disso e não desistia de suas filosofias. Caminhava e caminhava, sem preocupações, procurando novas ideias; e um novo violão para tocar.

Um comentário:

  1. Gente com vontade, é uma maravilha!

    Beijinhos

    www.ederoerasunhas.blogspot.com

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