Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Wertherniano

Silêncio meu. Diga por minhas palavras. É rica de emoção e simpatia. Seja mudo, mas não perca o encanto. Não esqueça dos versos nos trilhos, pelos caminhos da vida, são valiosos e alguém pode roubá-los. Mas nunca, jamais, roubará seu coração. E sua cabeça. Só peça ao vento que o perca, o leve por aí.
Faça poemas óbvios, mas que toque o mais duro de todas as pedras. Faça perguntas estranhas, para as entranhas do peito. Faça perguntas bonitas, para descobrir sobre a vida. Plante flores bonitas ao vento, mas cuidado com as sementes, para não colher espinhos. Para não ver o sangue escorrer por descuido de uma admiração.
Seja presente da vida. Seja presente na vida. Seja o presente da vida. Cuidado com os detalhes. Seja pai; sendo filho. Seja filho; sendo pai. Viva para mim.
E olhe, olhe fundo. Não perca a cor dos olhos. Não se assuste. Não mude. Não esqueça.
Olhe para mim. Esperarei-te.
Por isso, fique você. Agora. Com as minhas mudas palavras.
Platônico. Serei eu. Para ti. Por ti.

"Whertia lágrimas
Spleenmente por amor"

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