Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Escrevendo no céu e procurando linhas.

Querida corte, nobreza que acalma o vento e afaga as redondezas, acha diamantes em cais e conversa em segunda pessoa. Segure minhas palavras, não as deixe passar, elas são danadas, perigosas, crianças envolta a doces. Delicadeza, rabisco, desenhos... São pássaros que procuram por seus âmbitos, corações felizes e relaxados. Querida corte, cuide de nós. Ofereço-lhe minha ajuda, minhas vocações, meu brilho, carrego todas as estrelas para te iluminar, então, peço-lhe, ilumine nossos corações amargurados.

Querida corte, não esqueça, por favor, de pôr os bons em seus lugares. O homem que pensa, não pensa com a mente, é exagerado e se afunda em sua ebridez mental. O bom, é ser ignorante às vezes, pensar o que fizer. Nobreza, sabe bem, o mundo não gira para os que pensam, e sim para os que fazem; não gira para os que acham, para os que debatem, o mundo é o que é, achando ou não.

Querida corte, cale os errados e foque nos indecisos, para que eles tenham uma mente controlada, mas tudo com um extraordinário poder e delicadeza que ti, corte, pode oferecer.

Querida corte, minhas palavras carecem de sentido, mas são sinceras. Peço-te, vasculhe as entranhas de nosso reino, precisamos de ordem, de ti, de paixão, amor, de ar, liberdade. Procure nas linhas de seu cérebro, mate todas as nossas pueris ações, nossos avulsos ao exagero, nossa insólitude.

Lembre-se sempre, querida corte, nós podemos ser pássaros, podemos voar, moraremos no céu, despreocupados. É o meu futuro, o futuro das crianças, dos idosos, dos jovens e dos que nascerão. Escrevo a ti, procurando respostas, ações, quero ver o mundo girar. Por favor, nobreza, peço-te.

Com todo amor e respeito que tenho a ti, não deixe de ler esse meu encarecido empreito.
Grato, um pequeno camponês que passeia todas as manhãs rindo do absurdo, no limiar de sua sanidade e de sua psique em caos.

2 comentários: