Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eufemismo

O sol é uma luz que não enxerga mais o meu eu. Desapareci do mapa e não ocupo mais lugar no espaço.
Sempre achei que o céu fosse um lindo lugar, agora tenho certeza. Minhas emoções são agradáveis e sinceras aqui, meu inconsciente é consciente e posso fazer uma festa nesse céu. No meu céu.
Com o coração batendo pude fazer uma lista de quem não poderia entrar na minha vida, e deu certo. Fiz listas até com nome de judeus, mas não para persegui-los. Fiz inúmeros improvisos, mas bem prevenida. Pude viver o suficiente, sempre com o coração, esse mesmo pregou-me uma peça, parar de trabalhar. Agradeço. Agradeço por não chorar mais, por não sentir mais dor, por não me encontrar em diversas situações, paradoxos e afins, como por vezes lutar contra a dureza de um coração mole.
Não passo mais por frios incontestáveis e incontroláveis. Daqui, posso ver o sol agasalhando-se de nuvens para chover, a vista é mais bonita e privilegiada. Posso ver e sentir o dia cinza, agora, com uma certeza, admirando sua beleza, que antes não era vista. Até a solidão tem seu encanto, de ser, um dia de cinza.
No frio, fazia-se fogueira. Aqui, risco palavras para que saia fogo.

Tudo com a maior delicadeza, é claro.

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