Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Romantismo

Pra ser romântico precisa falar de paixão, de amor. Precisa ser aquele que tortura e rouba pela sua dama, aquele que usa seu coração como espada. Precisa gostar do mal do século, achar que a morte é sempre a solução, pois se mata por amor, e juntos permanecem, mesmo após a vida, pois morrer com a amada, torna-se um jeito melhor para se amar do que na terra. Só eles.
O Romântico é melancólico e não liga para o que vão achar de si, ele não sabe e não quer saber dos outros. Ele ama com a alma, pois a carne é limitada, ele avança todo o conhecimento do que é ser humano, desmente o ego, o super ego e o inconsciente. Ele sonha, é sonhador, amigo do saber - filosofia indiscreta.
Ele usa a poesia, ele quer conquistar com um fundo germânico. Quer ser tão egocêntrico quanto Goethe, quer ter um país só seu, quer falar de amor com seu coração entusiasmado, é primordial e absoluto. Fantástico, utópico, romântico.

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