Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Agridoce

Doce demais enjoa. Nem todo mundo gosta do sal.
Eu quero ser o enjoativo, o repudio, o que é amargo e o que faz todo o estômago correr quando me vê. O insensato, mas quero ser normal, o diferente é um cargo que todos querem ocupar, não quero procurar por vagas, quero estar nelas, a diferença posso fazer aos poucos. Viva em um mundo coberto de anormais e morra queimado pela língua sem saber o por quê.
Eu quero ser a mente mais suja de todo o universo, para que possa gastar o tempo limpando-a, aprendendo coisas novas, não quero ser perfeita, quero ter o que fazer procurando a perfeição. Claro que, não tenho defeitos estrondosos, porque não sou boa, sou ótima, mas em um longo abismo para a perfeição.
Quero ser a melhor das críticas, para que possa criticar independente do meu gosto, pois um bom crítico, não põe seu gosto acima das coisas. Quero ter a mente aberta, mas que meus pensamentos, ideias e reflexões não se soltem por aí, pois sou egoísta, e o egoísmo é um dom para mostrar que tudo o que você tem é precioso, só você toca e pode ter.
Enfim, o agridoce é estranho, mas comum, é o livre, mas que ninguém escolhe. O agridoce sou eu, o terror, o pavor, o ardor com a dor.

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