Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Se quer saber como é alguém.

Quer saber como é alguém,
mesmo que não valha um vintém,
é só tapar a boca e olhar pro coração,
nos olhos
ele lhe diz a direção

e jamais errará o caminho
pois o brilho do olhar revela
se for sozinho ou se é mesquinho,
se é um espinho ou se o doce do vinho.
Se for como uma donzela ou se é tão fraca ou magricela.

quer saber se ele sabe aproveitar,
fite a boca,
o sorriso se encaminhará de responder.
E pronunciar,
com o timbre da voz,
quem alguém é ou quer ser.

Se for feroz como um algoz,
se for veloz. Se vai vencer,
ou apodrecer. Recuar, ou
fortalecer.

quer saber como é sua atenção,
Ah... Atenção, fiel da alienação.
Faça-o ouvir. Uma ambição à redação.
E estremecerá, cairá.
Ah, ouvir... De palavras doces a palavras vis;
dos cais e ademais.

Cortantes são as palavras,
mesmo que vibrante e ofegante.
Cortam-lhe a face,
e mesmo que outrem trace,
nunca saberá como é alguém.

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