Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Partida

A garota esqueceu como se respirava por 10 segundos e não se importava com o ar, ela queria pôr seus pensamentos em ordem. Eles haviam arriscado tudo com a esperança de que teriam, pelo menos, uma história pra contar. Era hora do adeus. O que a garota chorava dava pra encher uma piscina olímpica. O garoto se lamentava de fininho, mas se mantinha forte para a confortar. A garota precisava apenas de um socorro, de uma ajuda, de uma orientação... Clamava a espíritos, pedindo clemência a seu coração. Ele estava partindo. Ela estava afundando na dor.
Sentiu o sangue gelar por um segundo, sua face estava sem reação, ele lhe deu um beijo quente e demorado para que ela sentisse seu corpo, para que ela não caísse, pudesse sentir seu peso e se mantêr de pé.
O garoto estava a um passo de virar-se por completo, quando sentiu o corpo frio dela, tocando-o, abraçando-o, com o rosto molhado. Ele tirou suas mãos delicadamente e ela deixou - ela tinha que deixar, no fundo sabia disso - e se foi. E ela ficou ali, o vendo partir até que sua imagem se fosse por completo, sem respirar por mais 10 segundos.

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