Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Papai

Papai se senta em uma grande cadeira confortável e se acomoda. Papai é grande e brilha. Ele mora em um palácio gigante feito de nuvens, as nuvens mais brancas e limpas do céu... E o céu não tem fim. Nesse palácio, há um imenso rio com águas cristalinas, que daria pra tirar a sede de uma multidão, um povo, uma nação inteira.
Papai se levanta todos os dias e anda até o rio, ele limpa aquele rio todos os dias, tira as impurezas, sempre sorrindo, papai adora cuidar das suas águas.
Ele sempre vê o seu reflexo e enche de carinho o seu coração, então o doa para as águas, a fim de que seus filhos cuidem dele, pois papai confia neles e quer vê-los bem. Quando se machucam, o coração de papai também se machuca.
Papai os ama... Um amor maior que o rio, que o palácio, que a terra, um amor infinito.

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