Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 5 de setembro de 2010

Folhear

Espere as folhas das árvores caírem no chão pelo impulso do vento forte no inverno. No outono, elas se desanimam e caem por tédio de continuarem agarradas a uma árvore. Elas querem ser livres, elas querem voar e conhecer o mundo flutuando por aí.
Talvez um dia.
Elas querem ser molhadas pela chuva que cai das nuvens enfurecidas, carregadas, querem ser limpas puramente e sentir a natureza.
E elas dormem durante a noite, pois têm seu interior tão quente que preferem não sentir o frio da madrugada, esperam ter bons sonhos, aqueles novos e doces que ninguém jamais sonhou.
No verão elas tentam ser da mesma forma que a primavera as proporcionou; Mas a primavera...
Ah primavera! A primavera é o novo.
Do novo dia.
Só um dia.
Mais um dia.
Para um dia.
De novo um dia.

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