Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 8 de agosto de 2010

Qual o sabor do outono?

O sabor da primavera mais amarga, da chuva mais forte e dos encontros com a morte.
Do acovardar das espadas e fontes divididas. O sabor agridoce. O azedo do mel e do homem cruel. os cavalos à vanguarda de uma guerra poderosa.
Sabor dos trovões, dos terremotos e furacões.
Das crianças machucadas e a nau acabada. O outono tem o sabor das águas enfurecidas e das princesas adormecidas.

O outono tem o sabor do sublime e do encantador. Do nostálgico e do assustador.Do feliz por um triz. Da pena. Da desculpa. O outono tem o sabor da culpa.

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