Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A morte da morte

No ápice da minha vivência, não sei definir se sou do bem ou do mal. Prefiro não ser nada, ser o nada, mas vivo de fases e faces. Sou a mentira e a falsidade, o apócrifo e o desespero. A ignorância pura e suja.
Gosto dos sussurros desconhecidos, do lunático ao descontrolado. Gosto de dormir sem me importar com o ambiente, sonhos e pesadelos. Considero as ideias e espero a rejeição.
No ápice da minha vivência, não sei definir o amor do ódio. A raiva da razão e a emoção do conhecimento. São todas uma só. Um âmbito e um sentimento. Interligados. Juntos. Felizes. Não sei ver o inferno como um mal.
Sou o grotesco e a estupidez, a grosseria e a perversão. O não, o vil, o insano.
Sou o nada que a vida fez, esperando a noite mais fria da morte, para que eu possa descansar outra vez.

Fraco, eu sei

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