Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 3 de julho de 2010

Ralos

Fez-se assim: Ele escondeu lembranças em uma mente cheia de ralos, com esgotos imundos e pútrido. Sujeito as piores doenças. Então elas agem, trituraram essas lembranças e adoeceu o rapaz. Dor, fúria, ódio foram as piores doenças que o atingiram. Atordoado ele ficou, e remédios como o sorrir, não fez efeito. Ele ainda lembra em que tipo de mundo está, e mais furioso fica. Dizem que só voltará ao normal se souber amar novamente, mas o amor é um remédio com efeitos colaterais, e não se sabe se ele aguentará tudo isso novamente.
Resolveram então, dar-lhe asas, para que possa voar em um céu tão diferente do mundo que o faça sonhar de forma tão doce que todas essas doenças sumirão. E assim se fez. Ele melhorou e ficou feliz. Escondeu então essa felicidade na menor caixa de sua mente, para que não escapasse. O amor lhe tocou novamente, e guardou então, junto com sua felicidade. Mal sabia o rapaz, que lá havia um ralo escuso. Que levava diretamente para o coração.

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