Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Hera

Chovia baixinho
as nuvens roncavam, com trovões que se enfureciam.
os raios apelavam, fazendo súplicas mundanas aos céus para permanecer vivo.
O senhor dos raios o atende, aceitando a discreta proposta de aparecer por luzes.
Eles choram.

A chuva atiçava o fogo por ser tão leve.
O fogo se aumentava, dando beijos na pele ardente do pobre homem apaixonado.
A moça então, lhe faz um breve convite,
e o homem aceita inocentemente.
Ela o convida para a caçada.
A caçada das luzes, dos raios.

Esposa de Zeus, Hera, protegia seus filhos,
pedindo ajuda ao vento para que permaneça forte.
Até mesmo o vento temia sua beleza.
Mulher do casamento, das crianças e lares.
Mulher dos homens e dos céus.

Seduzem os terremotos e cuidam da terra, são mulheres.

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