Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 10 de julho de 2010

Brincar: A arte

Faz de conta que os espíritos sopram o amargo, para que o céu da língua fique doce, como o vento, que pode empurrar as nuvens pesadas e mostrar o sol. Faz de conta que o amanhecer já amanheceu, e o homem prudente já deu sua última palavra, seu último conselho e vive adormecido. Que você já aprendeu com o mesmo, e que o mundo é apenas seu quintal, um pouco maior.
Faz de conta que o mortal já se foi, e que vivem apenas aqueles que gostam do cinza, mas que não foi levado pelos ares; apenas por insistência, força e bravura.
Faz de conta que os maiores óculos e lupas já viram as estrelas de perto, e que o brilho da lua seja verdadeiro por um só instante, uma só prece, para que as mentiras virem verdades.
Faz de conta que o mentiroso é verdadeiro, e acredite com certeza, nas palavras caluniosas do tal. Aproveite, e pense mais à frente, que aquele mesmo possa ser um empregado teu, que usou de suas mentiras armas valiosas, e perdeu a guerra.
Faz de conta que o escrito é o escudo, e o que permanece atrás de ti é apenas o preto, vazio, oco. Que só você vive naquele espaço, e que é dono de tudo, pode fazer o que quiser.

Aproveite, invente e brinque. E após esse jogo mentiroso de palavras, acorde e veja... Brincar é arte!

Nenhum comentário:

Postar um comentário