Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 22 de maio de 2010

Prisioneira do amor

As palavras foram queimadas
com a carta que me foi escrita.

Tudo virou cinza:
O que era pra ser dito em um papel,
o ar,
os sentimentos que foram deixados naquela carta,
o amor,
até o céu ficou cinza.

Tudo foi queimado
e esquecido.
Nada me foi entregue.
Queimaram as minhas esperanças,
torturando o coração, com fogo.

Mas ainda estou no meu círculo,
esperando tudo se acalmar - e nunca vai se acalmar
para guardar o que sobrou.

Acorrentando-me, aprisionando-me.

Não posso perdoar,
os maus tratos violentos de não fazer nada,
porque estar sozinho dói.

E ontem eu dei meu último suspiro...

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