Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mostrar a eles o mundo que não vive.

E quando há uma barreira, tudo fica tampado e a sombra toma conta. Em alguns momentos, eu realmente contemplo o sol, pois ela me mostra que estou a céu aberto, livre. Meus olhos não enxergam o impossível. Posso tocar numa muralha de pedra, mas minhas mãos não chegarão ao outro lado.
A vida é má dividida. A má divisão se dá ao fato das dores atacarem os mais frágeis, elas crescem em cima dos pequenos, mas pequenos aos olhos dela. Talvez ela esteja querendo nos testar
para crescermos diante de uma situação, não importa. O que mais dói, é que não existem hospitais para curarem os sentimentos. Eles acabam com uma vida, até que o tempo o cure, até que os sentimentos se acostumem com a dor, ou até mesmo que a dor tome conta de todo o resto de sua mente e corpo.
Sabe uma dor que não vai embora tão cedo? Aquela que te deixa com medo, e por razões dela alguém pode ser prejudicada? Essa assola a vida dos distraídos. Os inquietos são sempre inquietos e já esperam algo assim, sua inquietude assopra de mansinho dicas de como se livrar dos buracos da vida - ou de como se libertar da própria dor.
Já cansei de me render a esses ditados populares que são só capa. "Nunca diga nunca", qual tolo pronunciou sua irracionalidade com isso? Grande lixo, o "nunca" é um beco, uma saída daquelas ruas que quanto mais se corre, mais longa ela fica. É um atalho, cortar o caminho; das dores e não da vida. É injusto ver que pessoas que não viveram um terço de suas vidas se rendem a esse tipo de provérbio, acreditando feito cegos a coisas que nunca lhe aconteceram, nunca lhe renderam uma experiência, criar com certeza e lembranças esse tipo de frase. Sim, criar. Quem vive cria frases óbvias que surpreendem os ingênuos, o tempo todo é assim. Isso me faz julgar. Com uma palavra dita por alguém em uma conversa, julgo mil vezes em mil segundos e em minutos tiro minha conclusão de um determinado alguém, aliás, julgar é necessário. Eu invejo os que riem sem um motivo, pois esses esquecem que vivem em um local que não é preciso
sorrir muito, já que o riso sempre vai embora E... "Do riso, faz-se o pranto".

Ah dor, sempre me fazendo escrever coisas loucas para esvaziar a carga de emoções, coisas essas que não são entendidas, creio eu, facilmente pelos outros, por falar sobre, à e para mim. Ah,
dor, não me assole mais, eu peço perdão todas as noites pelas maldades que me fizeram estar aqui, mas não me assole mais. Dor, ouça-me e me obedeça, eu sempre quis ter amigos verdadeiros, e até eles mesmo hoje não me agradam mais. Dor...

Desculpe pela melancolia e pela pieguice em demasia, mas meus momentos de doce não acabaram; ainda não.

2 comentários:

  1. O Glauco?! UHAIHAOEHAIUAHIEHAIHEIAHEHAIEOAHEHOAHEI Claro que não... Nem ele é digno de tanto u.u

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