Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sábado, 3 de abril de 2010

O vaso se quebrou;

O pior é que ninguém veio limpar. Todos se tornaram passantes e apenas observaram aquele vaso se quebrar; e nem mesmo tiveram o pensamento de impedir o acontecimento. Chato se aquele vaso tinha valor, alguém deve estar triste agora. Para aquele alguém, o vaso deve ter se quebrado lentamente. Pobre pessoa que deve estar flagelando-se agora por ser ainda mais lento e não conseguir impedir o vaso de cair. Por querer ter sido rápido, mas seus pés o traíram, de tal forma que não o fez correr mais rápido que o normal para apenas tocar o vaso e não o deixar cair.
Naquele vaso, havia uma flor. Ah, nem é tão ruim para a flor, ela pode ser colocada em outro vaso e continuar com sua beleza, perfume, assim é o pensamento dos que só usam os olhos para ver. Ver é temporário, efêmero, não adianta ver e não prestar atenção, não acompanhar, assistir. A flor que foi assistida chora. Chora pelo o que era dela, que foi destruído. Lamenta por terem tantas pessoas que respiram, mas nenhuma pôde impedir suas lágrimas, deixando aquele vaso intacto para continuar com sua vida próspera de flor... Uma belíssima flor era. Belíssima? Belíssima agora só se for de aparência, pois ela sempre se recordará de seu princípio... Ou fim. Não sabemos o que acontecerá com aquela flor.
Espero eu, que as flores que são afetadas pela destruição de seus bens, não tenham suas vidas encurtadas, pois flores são as poucas coisas boas que a natureza hoje em dia pode nos fornecer. E o vaso? Ah, o vaso já se quebrou, o que fazer? Não deixar mais vasos caírem.

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