Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 7 de março de 2010

Ópera minha.

Queria uma vida bonita, sincera, que significasse algo.
De nada adiantou querer, de nada adiantou pedir.
Tragédias já me rondam e pouco a pouco as deixo entrarem em meu âmbito.
Melhor ter algo do que não ter nada, mesmo que esse algo seja ruim,
pois ainda tenho chance de transformar esse ruim em bom;
Coração amargo, choros, súplicas... Em vão.
Nada vai adiantar, eu sei, mas me revoltaria em saber que nem posso desabafar, desabar em lágrimas.
Revoltas e tristeza não é bom.
Seria uma péssima pessoa deixando esses dois sentimentos tão ruins entrarem em mim,
porque a tristeza é tão egoísta, ela quer tudo o que há em mim para ela.
Talvez eu já tenha acostumado com o sofrimento, com as dores...
Mas se é para contar uma tragédia,
conte minha história. Não conte, cante.
Faça uma ópera. A tragédia cantada.
Porque pelo menos isso seria bonito e sincero.

Nenhum comentário:

Postar um comentário