Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 24 de março de 2010

E nós?

A vida é doce.
Que me perdoem os diabéticos.
Pode parecer rude da minha parte começar assim.
Pois bem, a vida é doce, repito.
Ela é! Exclamo.

As abelhas que gostam de doce.
Nós podemos ser abelhas e nos dar bem.
Mas Por mais doce que elas sejam
Elas picam, machucam, e dói. Dói Muito.

Mas elas têm algo de bom.
Machucam só para si proteger.
E nós?

Elas gostam de mel.
Mas nunca estão demasiadamente meladas.
Nunca estão demasiadamente irritantes
E nós?

Vivem em conjunto.
Com suas rainhas.
Trabalhando juntas.
Ajudando umas as outras.
E nós?

Elas têm cores.
Que se completam.
Que combinam.
Elas são bonitas...
E nós?

E nós?! Seria ainda mais rude nos comparar com abelhas.
Todos sabem...
Que abelhas não são perigosas do nada.
O humano sim.
Pode até ser...
Mas a vida é doce.
E temos que nos comparar com abelhas.
As mais bonitas.

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