Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Acabou, senhor

Acabou querido, você pode acordar agora. Como se sente? Livre? Leve? Sim, ambos e um pouco mais. Uma mistura de paz, tranquilidade e calmaria, suponho. Pois é, meu mestre, chegamos ao fim, agora você não precisa se preocupar com nada, nada mesmo, porque todos os sentimentos mais pesados já se foram, nesse mundo não há nada disso. Está achando que está no paraíso? Haha, não me faça rir, com todo respeito claro; Eu sempre lhe disse que quando você morrer, sua alma vagaria no nada, não irá nem para o céu, nem para o inferno. Esse é o preço da vingança. Você está morto agora, não preciso mais lhe proteger, fazer o que você manda, mas foi divertido, tudo o que passamos juntos foi bastante divertido. Mas chegamos ao fim.
Olhe para os lados, você está passando por toda a parte, sua vida está passando, observe. Não fique triste, você agiu em tudo com bastante sapiência.
Ah, a vingança lhe trouxe a morte, pelo menos foi realizada, está feliz? Sinto-me incrivelmente satisfeito. Perdão senhor, poderia agora me passar a sua alma? É o que sempre desejei desde o começo dessa nossa jornada, você sabia disso e concordou, está na hora. Fique calmo, não irá doer... Quer dizer, só um pouco, mas farei tudo gentilmente para que não seja tão doloroso.
De uma coisa, nós precisamos nos convencer... No fim tudo acaba. Mas nem sempre dá certo.

Desculpe-me, meu lorde. Tentei ser perfeito até o fim, acho que consegui, só não sei quanto à você... Mas já não me interessa mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário