Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tanta gente já morreu em minhas mãos.

Já andei por tanta esquina escura com medo dos passantes. Cada um, uma imagem diferente. Quanta imaginação. Tudo culpa dessa televisão que suplica tantos cuidados - como se importassem conosco - que algumas pessoas chegam a ficar loucas. Elas querem é toda a audiência, se um crime bárbaro acontecer, ótimo, elas têm o que contar. Isso pode parecer frio, mas é verdade, hoje em dia ninguém anda levemente sem desconfiar de algo ou alguém. Obviamente eu já fui um desses passantes, e quando percebia aqueles olhares assustados, ria. Ria porque sabia que mais uma pessoa é vítima de tanto desespero alheio, não que eu não fosse, mas é divertido ver. Lançava aquele olhar medonho, para que aquele covarde ficasse ainda mais assustado, que judiação. Nem ligava. Eu chamava essas esquinas de "beco do crime".
Já revi meus conceitos tantas vezes e me achei perfeita em todos eles. Mais um motivo para rever novamente. Sabe, sempre achei brilhante essa história de quando tem uma arma na mão, é só puxar o gatilho e matar uma pessoa. As granadas também são práticas. Essas coisas são tão fáceis, mas tem consequências tão grandes que chega a ser assustador, mas me interessa muito. Isso, a tevê não expõe. Não exigem cuidado com as granadas, com as armas e até mesmo com as facas, que é um instrumento fatal, mas todo mundo tem em casa. Definitivamente, quem gosta de matar não vai se contentar com facas, tiros, torturas... Eu já matei muitas pessoas, elas já me mataram e quem disse que eu me importo? É fácil matar, é só falar algumas palavras que pareçam pesadas para alguém, e pronto... Essa pessoa já está extasiada, morta, destruída, parada e outras coisas mais. Tanta gente já morreu em minhas mãos; e quem disse que eu me importo?

Nota: Os comentários que recebi desse texto não foram muito bons. Principalmente a crítica em relação à tevê. Pra falar a verdade, não entendi o porquê, já que tudo que não escrevi nenhum absurdo... Enfim, espero que não me julguem, como ocorrido, por culpa desse texto. Ele só serve para refletir e expôr o lado de cada um em relação ao que escrevi.

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