Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A parte preta do tabuleiro está maior

Olá para quem lê, deixo nesse pedaço de papel um pouquinho de minhas frustrações. Tentarei ser amarga, seca e direta, assim sempre fui, simplesmente aprendi com a "vida".
Vivi em uma estranha utopia, mas não era uma pequenininha não, que num estalar de dedos te faz voltar a vida real, era uma utopia pura. Aquela que por mais que peçam para abrir os olhos, eles permanecem fechados, como se estivessem colados. Confesso que foi por medo de abri-los, sempre ouvi dizer que o mundo era um lugar assustadoramente grande, frio feio. Enquanto sorria de olhos fechados, vendo tudo em minha plena e ingênua imaginação, recebia tapas maliciosas de pessoas que riam de minha teimosia em viver de olhos fechados. E não sabia quem era o autor dos tapas, esse era o pior. Por mais que ouvisse suas vozes, jamais saberia quem era. Essa dúvida me atormentaria até o fim de minha vida. Perguntava-me até quando eu ia ser covarde e continuar daquele jeito, sabia exatamente que o problema eram meus olhos. Resolvi abri-los. Esses problemas continuaram. Já assistia tudo acontecer, e foi ali que percebi que pior que não ver é não enxergar. Os rostos se ocultaram, mas as vozes continuaram a me açoitar, cada vez pior. Então, a única solução que encontrei foi fechar meus olhos novamente. Pelo menos com olhos fechados, mesmo me enganando, poderia sorrir. E passei a ver tudo preto novamente, preto não, pois minha imaginação cobria grande parte desse "preto". Deixem eu me enganar, mas terei a alegria de saber que estou nas melhores condições que poderia estar. Felicidade limitada.

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