Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Aquela chama já não ardia mais.

A não-aprendizagem de erros que vêm sidos frequentes, significa que, a vida de quem erra é apenas uma desagradável utopia.
As fotos mostram os erros, mas inútil é aquele que se contenta só com as coisas boas que as lembranças oferecem. De olhos tapados, não vêem os problemas, não tentam melhorar, são incapazes de evoluir. Queimam por diversas vezes.
Os buracos ficavam pequenos, nada doía tanto, já que tudo estava sendo ignorado. Na verdade, a única coisa sendo ignorada era a insistência da decepção. O mal estava lá, a lição de uma má vida mal vivida estava lá, e mesmo percebendo, fingia que nada acontecia. E tudo ia se acumulando.
E vendo aquela foto, o erro tornou-se visível. Mas com os erros sendo ignorados nas outras vezes, pequenas feridas - que por serem ignorados não doíam tanto -, batiam e batiam no peito. Vendo tudo claramente pude sentir o quanto dói. Insistindo, a pequena ferida transformou-se em um buraco. E assim, perceber que, aquela chama já não ardia mais por puro costume de arder. Nem mesmo a do amor, e nem mesmo a da dor.

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