Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Phantasmagoria

Ela voltou. Encontrou-se andando por caminhos errados. Voltou para onde não queria voltar.
Seus trajes mudaram, sua face, já não é a mesma. Seu conto acabou, e o final não foi feliz.
Ela não diz coisas normais. Seu psiquiatra afirma que a própria afunda-se em suas próprias invenções.
Ela tormenta quem tem seu nome em mente. É rígida com os poetas de sua mente, ela não quer viver, pois vive sob verdades que são mentiras.
Brincar com coisas inofensivas para mostrar às criancinhas que são perigosas e vão se machucar, é missão dela mesmo. Atormentar as pobres crianças. Entrar em seus sonhos, inventar histórias de terror para os contos de fadas, que na verdade, consegue usar com facilidade um exemplo. Si mesma. Ela é medonha com os inocentes. Inocentes? Para ela ninguém é inocente.
Seu coração congelou, é fria, rígida, perigosa.
Quer conhecê-la? Impossível, pois ela é o quebra-cabeça mais difícil de se montar.

"Agora meus pesadelos sabem meu nome."

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