Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Observações de uma suicida (Foi o que me disseram).

Caindo...
Caindo...
Estou chegando perto do chão. Quis experimentar um esporte radical.
O que descobri sobre ele, não foram coisas muito agradáveis.
Mesmo assim quis de experimentar.

Ainda caindo.
Não sei o que será daqui pra frente.
Não acho que vá morrer, se não, minha vida já teria passado diante dos meus olhos, eu acho.
Não sei como isso funciona.
Me disseram um dia:
- Se tudo estiver errado, jogue-se de um prédio, um super alto. O mais alto que avistar.
- Por quê?
- Você vai cair.
...
- Quando se der conta, ainda estará caindo. Será tudo muito lento.
- E quando eu terminar de cair?
- Você morrerá.

Acho que morrerei... Mas será tudo muito lento, certo? Então vou esperar mais um pouco até chegar lá em baixo e minha vida passar diante de meus olhos.

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