Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A estrada

Que a tua fé não te engane, que o teu juízo não te traia, que os seus pecados não se exponham de tal forma. Pior e pior, sempre piorando.
Sublime fumaça cinzenta que cobre toda a estrada, flagelando meus olhos. Não só os meus, mas de todos os caminhantes.
Estratégias são o que me restam. Posso testar minha sorte, ou confiar em meus pés, mas nem a pouca luz ilumina meus passos.
Lá vai a vítima que erra o passo. Boçal é aquele que gosta de ludibriar o bote da cobra. Estúpido é aquele que confia nos seus sentidos esquecendo de que, aquilo não depende de si. Amigos são os olhos que conseguem enxergar uma estrada tranquila.
O caminho não é mau, apenas perigoso. Perigoso para quem se incapacita de ver o que tem a frente. Medo, pavor. Um passo falso e estará tudo perdido.

Que perfume agradável, doce moça. Qual a marca? Sublime, encantador. Mesmo assim, não irá conseguir tirar minha atenção de minha estrada. Perigosa, quieta e escura estrada.
O Pequeno medo que há em mim começa a ervair-se lentamente. Cada palavra mentalizada, um passo para trás. O que foi dado não pode me enganar, porém, Olhos e ouvidos bem abertos. Está tudo mal montado, fazendo do mais agradável, um âmbito insípido.
De sublime e deveras, o pavor está conseguindo deixar a fumaça sórdida, destacando-se por ser pútrido. Ecoando pelo ar, nem mesmo o agradável perfume da doce moça consegue rasgar tal fato. O que poderá deixar-me seguro ?

Agora só o meu faro.

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