Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

domingo, 27 de dezembro de 2009

E o que fazer quando ninguém te enxerga?

Começando do zero. REcomeçando.

Andando em passos falsos para que criem uma imagem minha. Nem mesmo o tal que mora ao lado sabe dizer quem sou, ao certo. E se eu perguntar para o espelho, talvez nem o próprio saiba a resposta. Pode ser que meus olhos também se enganem, esteja vendo a pessoa errada. Malditos olhos que não vê o interior.
Já sumi, quem procura por mim? Quem se cansará mais rápido? Quem acredita que ainda estou nesse mundo? Quem desconfia que estou aqui?
Perguntas, perguntas, e mais perguntas, cuja resposta talvez nem exista.
Outrora, afundei-me em versos antigos, citados pelos melhores poetas, autores. Acreditava em cada palavra. No começo, com sorrisos e otimismo, tudo fluía bem, andava com os olhos fechados, achando que estava tudo dando certo, glorificando os "gênios", enquanto tudo dava errado. Que mel agradável vivia. Mas Afundei. Aos poucos fui caindo, e no fim, quando parecia sumir de vez, ainda tinha abismo para despencar. Então, puxava-me para baixo e eu me perguntava se tudo aquilo tinha fim. Era apenas mais uma pergunta sem resposta.
Mas que mel amargo, provei.
Sumi do mapa, sumi de vez, ninguém lembra de mim, fui esquecida.
E o que fazer quando ninguém te enxerga?

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