Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Alice e seus demônios.

Alice era misteriosa.
E querida por seus amigos.
Mas Alice prendia-se em demônios.

Toda noite,
Alice precisava lutar.
Lutar contra os demônios.

Eles eram fortes,
Mas Alice não os temia,
Pois ela também era.

Alice os esperava.
Ávida, tinha a esperança de acabar com todos eles.

Alice não se mostrava muito para os outros,
mas tinha um bom coração.

Um dia Alice encontrou o criador de seus demônios.
Ele havia voltado.
E o ajudou a matar os tais demônios.

Juntos, todos foram mortos,
mas um ainda estava vivo.
Um que ambos não sabiam que existiam.
Então, ele atacado foi.
Alice triste ficou.

Como criador, ele levantou-se e lutou psicologicamente contra o demônio.
O mais forte e poderoso demônio.
Ele descobriu que o tal demônio era a principal arma de Alice,
o principal "bem" que Alice tinha dentro de si.

O poder de Alice era o tal demônio?
E o poderoso demônio explicou-se,
era um fragmento de seu poder,
que poderia ser chamado também de "esperança".

Alice descobriu, que tinha inventado os demônios,
para que o criador deles voltasse.
Inconsolada, Alice chorou.
Chorou
E chorou.

Fez de seu escudo contra os demônios, uma arma.
E sem piedade, matou o tal demônio.
E todos os outros que viviam dentro dela.

E ela se foi, para nunca mais voltar.

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